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Em contos, em versos

Encontros Inversos

Hoje eu escrevo para você

Hoje eu escrevo para você. Você que talvez esteja agora sem rumo a navegar, você que nem sabe como veio parar aqui. Você que agora tenta lembrar de onde me conhece ou talvez me conheça melhor, talvez até não fale comigo a muito tempo. 
Olá, peço desculpa se faço bagunça ao entrar assim sem avisar, mas pode até existir uma pequena chance de eu não fazer você perder seu tempo. 

Sabe… Nessa nossa época as coisas parecem andar complicadas, estamos sempre tão conectados que não temos lá tanta conexão assim. Curtimos, compartilhamos no meio de tantos “amigos”, contatos, seguidores… Será que sabemos o que eles fazem da vida? Claro que sim! Tantas fotos, tweets, status como não saber? É sempre tanta informação em viagens e poses e festas e pores do sol e praias e restaurantes e sorrisos e amores e academias e sonhos se tornando realidade e ufa! Às vezes parece até que sei mais do outro do que de mim.

Nisso tudo surgem tantas perguntas e incertezas: por que não me sinto assim? Com tantas coisas maravilhosas será que estou a altura? O que será que eu devo fazer pra estar assim também? Quando vai chegar a minha vez?

De verdade eu não sei, não sei mesmo falar por todos, mas já que estou falando com você me pergunto se compartilha dessa sensação, estranho não?

Do nada esse outro agora é um objetivo, uma espécie de musa em meio ao éter em uma pequena eternidade que dura até o próximo refresh da página, quando vem outras novas odisseias…

E como podemos estar tão conectados e ainda sim demorar para perceber que estamos todos assim, você é o meu outro e o seu outro sou eu. Temos todos esse sentimento de impotência não sobre pessoas reais como eu que tenho medo de aranhas e ficar sozinha no escuro e você que chora sem parar no final de Toy Story 3 (desculpa, acho que essa também sou eu), mas sim sobre a projeção que fazemos para os outros e dos outros. 

E nós não somos nada disso.

Por isso, hoje escrevo para você, para me deixar sentir mais leve com a certeza que você existe em carne e defeitos, em momentos de alegria e tristeza e te garanto que aqui também estou com todos os meus erros, receios e sorrisos.

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Que seja leve

Que seja leve.

Esse novo ano, mas não só. Também cada dia que passa, cada dia que me resta, todo dia. Claro… Não minto, tenho esperanças, apostas, sonhos para mais um novo ano. Tanto peço que me sinto pesar.

É, acho melhor respirar. 

Em vários outros momentos, outras viradas, já escrevi que o ano novo não é nenhum começo (puro? Sem marcas , cicatrizes e arranhões?), não podemos deixar tudo pra trás… Ainda penso assim.

O ano que se acaba me mostrou muitas coisas novas em inúmeros aspectos, nem todas muito felizes, mas nelas aprendi mais.

Sorri, derramei lágrimas por diversos fins, falei, me calei, dormi, passei noites em claros, me preocupei, me relaxei… Se não levar comigo esses pequenos momentos o que de mim restaria?

Contudo acredito que esse ano vivi e aprendi a me curvar para pequenos milagres – seja em momentos, gestos, curtas palavras ou por vezes apenas um certo silêncio – e isso desejo a todos: pequenos milagres. Que todos nós sejamos capazes que não esquecer a fragilidade e dádiva da vida, de “ser”, que não abandonemos a suavidade da compaixão.

Que tentemos sempre voltar a leveza.

Tudo de bom para todos nesse ano que se inicia!

Beijos de luz

Doces ardis 

Não nego

Há prazer

Numa mentira

Bem contada Continuar lendo “Doces ardis “

No casulo de cobertor

O frio me faz pensar mais em você. É engraçado dizer assim como se pudesse te esquecer. Continuar lendo “No casulo de cobertor”

Issho ni kaerou

 

Vamos para casa juntos.

Me dê a mão e nos junte 

E me separe em teu querer.
  Continuar lendo “Issho ni kaerou”

Madrugada

 Perco muito o meu tempo  Continuar lendo “Madrugada”

Uma carta

  Sim, às vezes me dá uma urgência de escrever. Continuar lendo “Uma carta”

Tabuada de nove

A vida vai passando

Mas deixa marcas em nós…

 

Continuar lendo “Tabuada de nove”

Moça

Continuar lendo “Moça”

É estranho…

Continuar lendo “É estranho…”

Acordar

 

  Com um sopro de vida 

Coisas parecem se animar

Lugares lentamente se colorir


As gotas de orvalho transformam-se

Em cristais com reflexos multicoloridos

Num espectro de sublime leveza 


Continuar lendo “Acordar”

Ensaio da solidão

Me sinto desaparecer. Me emudeço em pequenos não-gestos, em pequenos esquecimentos. Tudo que faço revejo, será que fiz mal?

Continuar lendo “Ensaio da solidão”

A olho nu

Um olhar mostra a alma.
Um olhar mostra desejos.
Um olhar entrega. Continuar lendo “A olho nu”

“meus impacientes sentimentos”

Você é pra mim aquele abraço que me conforta, aquele olhar que me esquenta, aquela voz que me embriaga.
Você é pra mim o que me faz tão bem e assim o que eu quero tão bem. Não em um dia específico, não. Toda vez que, mesmo que só em minha cabeça, te toco, te vejo e te ouço.
Do mesmo modo que me entristeço com seus dias nebulosos, tristes, me alegro em suas vitórias e seus sorrisos.
Em troca dessa grande aventura que é te ter só me resta estar ao seu lado para o que der e vier.

O corvo

Me cravaste, nas costas
Uma faca afiada,
Atravessa-me a carne
E cessa meus suspiros. Continuar lendo “O corvo”

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